NOSSA HISTÓRIA

NOSSA PARÓQUIA

A Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Del Castilho foi criada a 1º de janeiro de 1945, pelo então Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara.

O primeiro Pároco foi o Pe. Israel Galdino, que tomou posse a 20 de janeiro de 1945 e aqui permaneceu até 1º de janeiro de 1953. Sucedeu-lhe o Pe. José Barros Motta, de 1º de janeiro de 1953 a 08 de março de 1969. O 3º Pároco foi o Pe. Manoel Luiz de Barros Motta, irmão de seu antecessor, que permaneceu aqui de março de 1969 a 20 de outubro de 1974, quando tomou posse desta Paróquia o Pe. João de Deus Góis, cuja liderança estendeu-se até outubro de 2016. Ao final do seu período de liderança em nossa Paróquia, o Vaticano reconheceu os méritos do Pe João de Deus, concedendo-lhe o título de Monsenhor João de Deus. Foi sucedido por Pe Benedito Jales Dantas, que está à frente da Paróquia até os dias atuais.

Nestes 73 anos, a Paróquia só teve cinco párocos. Isso lhe dá alguma estabilidade e proporciona alguma organização.

A 1º de janeiro de 1995, celebrou seu jubileu de ouro, aqui na comunidade e, depois na Catedral, com mais 21 paróquias criadas no mesmo decreto de 1º de janeiro de 1945. Presidiu esta última concelebração o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugenio de Araújo Sales.

 

NOSSA PADROEIRA

No início do século XIII surgiu na França uma heresia dirigida por dois senhores feudais da região de Albi que desejavam impor as suas idéias por meio das armas. Os Albigenses, como eram chamados seus sectários, queimavam as igrejas, profanavam as imagens dos santos e perseguiam os católicos espalhando o terror no sul da França.

Auxiliado por alguns sacerdotes, o cônego Domingos de Gusmão foi encarregado pelo papa Inocêncio III de combater a terrível heresia e reconquistar as almas para a Igreja. Apesar de sua eloqüência e seus esforços, a má vontade dos homens era grande e São Domingos passava as noites ao pé do altar, implorando o auxílio de Deus.

Certo dia, enquanto rezava em sua cela, apareceu-lhe a Virgem Maria sobre uma nuvem luminosa e ensinou-lhe um método de oração garantindo-lhe que daria resultados maravilhosos. Assim surgiu a devoção ao Rosário, composto sob a orientação da Rainha do Céu e que em pouco tempo trouxe de volta ao seio da Igreja inúmeros pecadores.

São Domingos, a fim de perpetuar o esforço missionário que começara com tão férteis resultados, fundou a Ordem dos Irmãos Pregadores ou Dominicanos, com a missão de propagar a devoção do Saltério de nossa Senhora, que logo se estendeu por diversos países da Europa. A consagração definitiva do rosário foi por ocasião da famosa batalha naval de Lepanto, ganha pela Cristandade a 7 de outubro de 1571. Enquanto a armada cristã lutava desesperadamente contra os turcos, o povo em Roma rezava a oração ensinada pela Virgem Maria. A fim de imortalizar o triunfo das forças cristãs, Pio V instituiu a festa de Nossa Senhora das Vitórias, cujo nome foi mudado para Nossa Senhora do Rosário pelo seu sucessor, o papa Gregório XIII, que reconheceu no rosário a arma da vitória. No século XIX todo o mês de outubro foi dedicado pela Igreja Católica a esta piedosa oração.

No Brasil a devoção ao Santo Rosário foi trazida pelos missionários e logo se espalhou; principalmente entre os pretos escravos que nele encontravam as orações mais simples e populares: o Pai-Nosso e a Ave-Maria. Eles usavam o rosário pendurado ao pescoço e depois dos trabalhos do dia reuniam-se em torno de um “tirador de reza” e ouvia-se então, no interior das senzalas, o sussurrar das preces dos cativos. O terço era toda a liturgia dos pobres, dos que não sabiam ler nem escrever, mas que elevavam sua alma na contemplação dos mistérios da vida de Maria e de seu Divino Filho.

Segregados do convívio dos brancos por intransigentes preconceitos sociais, os pretos africanos, que afluíam às minas nas mais duras condições de escravidão, impossibilitados de prosseguirem no culto das divindades fetichistas, escolheram dentro do hagiológio católico três patronos: Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Ifigênia. Os dois últimos eram de origem africana. Mas por que eles escolheram a Virgem do Rosário? Diz o psicólogo Artur Ramos que os escravos de procedência banto, principalmente os de Angola e Congo, assim agiram porque a Senhora do Rosário já era sua padroeira na África, cujo culto para lá fora levado pelos colonizadores portugueses e pelos primeiros missionários que se dirigiam àquele continente com a finalidade de converter os selvagens à religião cristã. Outros afirmam que sua divulgação foi feita pelos Dominicanos e Franciscanos que tinham grande penetração nos antigos engenhos, e assim propagaram o culto da Virgem do Rosário.

Em várias cidades do Brasil, principalmente em Minas Gerais, nas vilas do ouro e dos diamantes, os negros associaram-se em confrarias sob o patrocínio dos santos escolhidos. Foram inúmeras as Irmandades do Rosário, mas todas elas em seus estatutos exigiam que os maiorais fossem pretos libertos ou cativos e que todos os anos fossem eleitos um Rei e uma Rainha, ambos negros de qualquer nação, que seriam obrigados a assistir às festividades religiosas, acompanhando no último dia a procissão, atrás do pálio. Nos dias de festa eles apareciam ricamente trajados e presidiam às cerimônias rituais, cercados pela sua corte. Em seguida o grupo descia as ruas da cidade exibindo músicas, danças e cânticos, que haviam trazido de seu país de origem. Assim surgiram os folguedos populares: reisados e congadas do Rosário.

Em sua Iconografia, Maria se apresenta geralmente sentada, com o Divino Filho sobre seu joelho esquerdo e segurando um rosário com a mão direita. Como a maioria das efígies da Senhora do Rosário obedecem ao estilo barroco, suas vestimentas possuem panejamentos ondulantes e com ornamentos dourados.
Algumas imagens representam a Virgem Maria dando o rosário a São Domingos e em outras, além de São Domingos, aparece ainda Santa Catarina de Sena recebendo o rosário do Menino Jesus. A posição pode ser também invertida, isto é, Maria dá o rosário a Santa Catarina e Jesus a São Domingos, porém esta inversão é mais comum em painéis pintados do que em esculturas. Entre os dois santos é comum o aparecimento do simbólico “cão com archote”.