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Liturgia é a celebração dos batizados reunidos em nome do Senhor Jesus, que adquiriu para nós a filiação divina, tornou-nos seus irmãos, membros do mesmo Corpo e ramos da mesma árvore.
     A Liturgia cria e expressa a comunidade cristã, precisamente porque é o serviço de salvação que a Igreja presta a seus filhos, no grande louvor a Deus, em nome de toda a humanidade.
     Quando se busca estudar a Liturgia e se compreende o seu valor, percebe-se que nela se expressa a vida da Igreja. A partir daí, as celebrações da comunidade se tornam cheias de ardor, de alegria, de expressão de fé, pois "o povo celebra aquilo que acredita".
     As Equipes de Liturgia devem fazer os fiéis participarem do culto, acolhendo os irmãos e motivando-os a "uma participação ativa e frutuosa", como pediu o Concílio Vaticano II.

PARTES DA MISSA
(A Missa com todas as suas partes)

I - RITOS INICIAIS

1. Acolhida - A acolhida é feita pelos recepcionistas, que se encontram à porta, cumprimentando as pessoas e lhes entregando o folheto para acompanhar a celebração.
A seguir, o comentarista acolhe os fiéis, introduzindo-os no sentido da celebração do dia.

2. Procissão de entrada
- Com o canto de entrada, ou canto inicial, temos a primeira manifestação da alegria dos irmãos batizados, que se encontram para o louvor à Santíssima Trindade. O canto inicial deve manifestar o mistério que será celebrado, introduzindo o tema central da liturgia do dia. Deverá fazer a comunidade vibrar de entusiasmo pela celebração, pelo louvor a Deus.

3. Saudação - O padre faz o sinal da cruz e saúda os fiéis convocados por Deus e reunidos para o louvor e adoração a Deus. No missal, existem fórmulas de saudação, quase sempre retiradas das cartas de São Paulo. Também poderá fazer uma saudação mais de acordo com a assembléia presente, com fundamentação teológica, litúrgica e pastoral para o momento.

4. Ato Penitencial - Aqui se expressa o desejo de conversão, de mudança de mentalidade, de transformação da pessoa. O reconhecimento dos próprios pecados leva-nos a pedir um perdão generoso a Deus. É o primeiro passo necessário à conversão a Deus e aos irmãos. Por isso, dizemos: Confesso a Deus e aos irmãos e irmãs.

5. Hino de Louvor - "Glória a Deus nas alturas". É o louvor e a adoração ao Deus uno e trino. Este canto possui três partes. Na primeira parte, temos o sentido da liturgia: a glorificação de nosso Deus e a nossa santificação, como conseqüência. Na segunda parte, o Filho é invocado com os títulos de Unigênito e Cordeiro, porque as profecias do Antigo Testamento se realizaram em Jesus de Nazaré.
     Na terceira parte, temos a exaltação de "Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai".
     O grande louvor à Trindade Santíssima coloca Jesus Cristo no centro da oração e súplica da comunidade que celebra. Junto do Pai, na glória que possuía antes que houvesse mundo, Jesus vive e reina para sempre.
     Neste canto, nós saímos de nós mesmos para louvar a Deus, não porque Ele nos criou, ou nos cumulou de alguns dons, mas sobretudo, em razão de sua imensa glória.

6. Oração da Coleta - a primeira oração recitada pelo presidente da celebração, que termina com o assentimento de toda a comunidade, pelo AMÉM. O padre, ao dizer "Oremos", faz um instante de silêncio, para recolher as intenções de todos os fiéis da assembléia. Há também o costume de fazer-se a leitura de intenções previamente anotadas para a celebração. O sacerdote focaliza, diante de Deus, o mistério a ser celebrado.


II - LITURGIA DA PALAVRA (MESA DA PALAVRA)

A Liturgia da palavra é também chamada de mesa da Palavra, porque é a Proclamação da Palavra de Deus, para alimento da comunidade.

1. Primeira Leitura - quase sempre de um dos livros do Antigo Testamento, narra o anúncio profético dos acontecimentos que envolvem a pessoa de Jesus Cristo. A comunidade eclesial poderá reconhecer sua estreita ligação com o povo de Deus na primeira Aliança, podendo perceber a dimensão histórica da salvação.

2. Salmo responsorial - É o salmo de resposta, parte integrante da liturgia da palavra, que nunca se pode omitir. A assembléia celebrante dá uma resposta à Palavra de Deus que lhe foi anunciada.

3. Segunda Leitura - Apresenta-nos uma experiência de vida cristã. A comunidade se deve comprometer com a "ação". Sempre vem das cartas do Apóstolo Paulo e de outros Apóstolos e do livro dos Atos dos Apóstolos.

4. Aclamação ao Evangelho. Os fiéis são convidados a aclamar Jesus Cristo que chega na sua própria Palavra. Todos ficam de pé, em sinal de profundo respeito e de generosa disponibilidade para ouvir e seguir a mensagem de Jesus. Canta-se o ALELUIA com um versículo, que traduz o sentido do Evangelho.

5. Terceira Leitura - proclamação do Evangelho. Aqui, é o anúncio da Salvação. A mensagem é dada pelo Senhor Jesus. É a razão pela qual o Evangelho é proclamado por um ministro ordenado (diácono, padre e bispo), e a comunidade o ouve de pé.

6. Homilia - A palavra da Igreja, numa conversa familiar em que, partindo dos textos sagrados proclamados, o pastor explicita o seu sentido, relacionando-os com a vida concreta dos fiéis participantes da celebração.

7. Profissão de Fé - o Credo. É uma declaração pública consciente e firme da comunidade, que recebeu a fé dos Apóstolos e, agora, se compromete a viver esta mesma fé. O Credo é o "Símbolo dos Apóstolos". Nas festas mais solenes, recita-se o Credo maior, chamado Niceno-constantinopolitano.

8. Preces da comunidade ou oração dos fiéis. Aqui, a Igreja faz suas preces, de acordo com a assembléia celebrante. As preces devem expressar a vida da comunidade. Devem ser preparadas com antecedência, para evitar vexames. Momento de pedir por todas as necessidades. E a comunidade deverá fazer isso, com muita simplicidade. Pode haver um momento de espontaneidade.


III - LITURGIA EUCARÍSTICA (MESA DO PÃO EUCARÍSTICO)

Também denominada a mesa do pão eucarístico, a Liturgia eucarística chama todas as atenções para a mesa do altar.

1. APRESENTAÇÃO DAS OFERTAS.

Procissão das ofertas - O pão, o vinho e a água são as ofertas que são trazidas pelos fiéis, em procissão, para o altar.
     Aí, o sacerdote as recebe e apresenta a Deus, o Senhor da vida. Nesse instante, os fiéis costumam fazer seus donativos, que significam a partilha da vida e dos bens que sustentam a comunidade e se distribuem entre os irmãos, sobretudo os mais carentes.
     O padre coloca algumas gotas de água no vinho que vai ser consagrado e isso possui o simbolismo de que a humanidade inteira mergulha no oceano imenso da divindade que nos salva. A oração que o padre recita é a seguinte: "Pelo mistério desta água e deste vinho, possamos participar da divindade daquele que se dignou a assumir a nossa humanidade".

Convite a oração - "Orai, irmãos e irmãs". O sacerdote convida os fiéis, recordando-lhes que a oração da assembléia cristã se dirige a Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo.
     A resposta dos fiéis deixa bem claro que o sacrifício de Cristo, realizado uma vez por todas na cruz, torna-se presente cada vez que a Igreja realiza aquilo que o Senhor fez na última ceia e mandou que os apóstolos o repetissem, até o fim dos tempos. Por essa razão, a missa é o sacrifício de todo o cristão.

Oração sobre as oferendas - O padre profere uma oração sobre as oferendas trazidas para a celebração. A mesa está preparada e a ceia já vai começar.

2. ORAÇÃO EUCARÍSTICA

Prefácio - Um hino de louvor e de ação de graças, que abre a oração eucarística. Uma saudação feita a Jesus Cristo, que vai chegar na presença eucarística. É precedida por um diálogo entre o celebrante e a assembléia. Uma saudação de boas-vindas ao visitante que chega, e este é Jesus. O motivo da festa á a chegada dele.

Santo - o canto do Santo é o coroamento desta saudação, como resposta alegre da assembléia a todos os motivos de ação e de agradecimento, que o padre enumerou no prefácio.

Oração eucarística - o centro de toda a celebração. O nome de Deus Pai inicia a oração. Aparece então o relato da instituição da ceia de Jesus, com tudo o que Ele fez na última ceia. Expressa a consciência de que o louvor e a ação de graças da Igreja se resumem na refeição eucarística. A missa é uma refeição, um banquete festivo.
     O ponto culminante da celebração eucarística é a CONSAGRAÇÃO, instante da transubstanciação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
     Em nome da comunidade, o padre oferece ao Pai o pão da vida e o cálice da salvação.

As preces de intercessão chamam-se "mementos" - lugar no qual se colocam os santos, os vivos aqui na terra e os mortos. Percebemos, então, que formamos um só corpo, a IGREJA.

A oração eucarística se conclui com a Doxologia "Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
     A assembléia responde com o "AMÉM" solene, cheio de sentido e de beleza, porque está de acordo com tudo que foi proclamado e o grande ofertório de JESUS ao PAI.


RITO DA COMUNHÃO

Temos um conjunto de orações e de gestos, que realçam a dimensal pascal da ceia do Senhor, aqui no Rito da Comunhão.
Vejamos:
   O Pai-nosso (a oração dominical, isto é, ensinada peio Senhor Jesus)
   A paz pedida e oferecida entre irmãos
   A fração do pão
   A refeição que os irmãos fazem juntos (comunhão eucarística propriamente dita)


     PAI-NOSSO - É a ponte de ligação entre a oração eucarística e a banquete festivo do Cordeiro, a refeição dos irmãos.
     Não há melhor síntese de tudo o que rezamos na oração eucarística do que o Pai-nosso. E constitui a melhor preparação para a comunhão eucarística.
     Após o Pai-nosso, vem a oração da paz. Dom pascal precioso é o dom da paz. Quando o Senhor ressuscitado aparece aos discípulos, comunica-lhes a paz. O sacerdote pede a paz para toda a Igreja, para todo o mundo e para todos nós participantes da celebração.

     ABRAÇO DA PAZ - Chama-se assim o cumprimento que os irmãos se dão mutuamente, após a saudação do sacerdote, desejando-lhes a paz do Cristo. Os fiéis gostam de cantar alguma melodia que se adeque ao sentido da paz.

     FRAÇÃO DO PÃO - O padre parte o pão eucarístico (a hóstia consagrada). É um gesto utilitário, para facilitar a comunhão; é a partilha. O diácono fracionava o pão ázimo durante as celebrações, para distribuí-lo aos fiéis no momento da comunhão. Nunca nos esqueçamos que foi "ao partir o pão" que os discípulos reconheceram Jesus, após a ressurreição. Há muitos outros significados e, entre eles, de que formamos uma único corpo, que é a Igreja.
     Durante a fração do pão, canta-se o "Cordeiro de Deus". Repetem- se as mesmas palavras com as quais João Batista apontou Jesus, com o título messiânico de "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".
     Um pedacinho do pão eucarístico é colocado no cálice, que contém o precioso sangue do Senhor. Significa a realidade da unidade dos cristãos em Jesus; significa o corpo eclesial do Senhor.


COMO COMUNGAR? A pessoa que está devidamente preparada pela confissão sacramental, pela participação na missa, pedido de perdão de seus pecados também no ato penitencial, deverá aproximar-se da mesa da comunhão, com muito respeito e dignidade. Deve estar na graça de Deus, isto é, sem pecado mortal ou pecado grave; deve estar em jejum eucarístico, isto é, não ter tomado alimento sólido ou líquido, pelo menos uma hora antes da comunhão; deve usar ainda um traje decente.

Quem recebe a comunhão na mão deve observar:
a) ter as mãos bem limpas; b) estender a mão esquerda aberta sobre a mão direita, formando uma espécie de trono para acolher Jesus, que chega; c) logo após o ministro ter colocado a partícula consagrada na mão esquerda, o comungante deverá pegá-la com a mão direita e levá-la à boca; d) Caso perceba que ficou na mão algum fragmento da sagrada partícula, deverá levá-la à boca.

Após receber a sagrada comunhão, o fiel retornará a seu lugar e, ali, na posição mais cômoda e respeitosa (de pé, de joelhos ou sentado), dará a ação de graças, vivendo sua intimidade com Jesus, buscando uma total união com Ele, procurando sentir como São Paulo: "Não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim".

ORAÇÃO PARA DEPOIS DA COMUNHÃO - As diversas partes da missa terminam sempre com uma oração presidencial. Assim, tivemos a COLETA, no rito inicial; a ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS e agora, a PÓS-COMUNHÃO. Aqui, o sacerdote faz uma referência ao acontecimento do dia, um agradecimento e a recordação de que a eucaristia é o alimento da vida eterna e penhor da glória futura.


IV - RITOS FINAIS

Vivência - O comentador pronuncia uma mensagem com o objetivo de fixar o sentido da celebração. Deverá ser tirada dos textos bíblicos proclamados durante a celebração. Será uma síntese da participação na celebração litúrgica, que vai ser lembrada durante a semana, ou durante o dia.

Avisos - Família que é, a comunidade precisa de avisos, seja para anunciar acontecimentos, ou para a disciplina, ou ainda para lembrar aos fiéis certos eventos, mesmo costumeiros. Seria ótimo que todos fossem escritos, para não tomar mais tempo com os avisos do que com a celebração.

Bênção final. A bênção final é voltada para a Santíssima Trindade, com a invocação do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Precisamente, aqui, a comunidade celebrante acolhe o dom da presença transformadora de Deus, que estimula, protege e sustenta a caminhada na fé.

Despedida - O sacerdote ou diácono despede os fiéis, dizendo: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe". Jesus, o vivente, o Vitorioso, o Ressuscitado, caminha conosco, hoje e sempre, do mesmo modo que andou com os discípulos, a caminho de Emaús.

O último gesto do celebrante é a saudação que faz ao altar, beijando-o, como fez no início da celebração. O altar é a Mesa, onde se realiza a ação litúrgica. A Igreja vive em torno desta mesa e é dela que nos vem luz, auxílio, graça e salvação.

Canto final - O povo de Deus está contente porque celebrou os mistérios sagrados de Jesus Cristo e encontrou-se com Ele e com os irmãos na fé. É por isso que, agora, canta a glória de Deus e louva-O com alegria, antes de partir em missão.


OBJETOS LITÚRGICOS

Hóstia
É o pão de trigo puro. Há uma Hóstia grande para o Presidente da Celebração e as pequenas para o povo. A do Padre é grande para ser vista de longe, na elevação, e ser repartida entre alguns participantes da Celebração.

Vinho
É vinho puro, de uva. Assim como o pão se muda no Corpo de Cristo na consagração, o vinho se muda no Sangue do Senhor, vivo e ressuscitado.

Cálice
É uma "taça" revestida de ouro ou prateada. Nele se deposita o vinho a ser consagrado.

Âmbula
É semelhante ao cálice, mas tem uma tampa. Nela se colocam as hóstias. Após a Missa é guardada no sacrário com as hóstias consagradas.

Patena
É um "pratinho" de metal. Sobre ele se coloca a hóstia grande.

Água
É água natural. Serve para purificar as mãos do sacerdote e ser colocada no vinho (umas gotas só), para simbolizar a união da humanidade com a Divindade, em Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula.

Pala
É uma peça quadrada, dura, (um cartão revestido de linho). Cobre o cálice.

Sanguinho
É uma toalhinha comprida, branca. Serve para enxugar o cálice e a âmbula.

Corporal
É uma toalhinha quadrada. Chama-se corporal porque sobre ele coloca-se o Corpo do Senhor (âmbula e cálice), no centro do altar.

Galhetas
São como duas jarrinhas de vidro. Numa vai a água, na outra, o vinho. Elas estão sempre juntas, num pratinho, ao lado do altar.

Manustérgio
Vem da palavra latina "manus", que quer dizer "mão". É para enxugar as mãos do Presidente, no ofertório. Acompanha as galhetas.

Missal
É um livro grosso que tem o rito da Missa, menos as leituras, que estão num outro livro chamado Lecionário. Nosso Missal é o "Romano", porque é aprovado pelo Papa, que tem sua sede em Roma, embora a Missa seja na língua pátria.

Crucifixo
Sobre o altar ou acima dele deve haver um crucifixo, para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor. Na Ceia, Jesus deu aos discípulos o "Sangue da Aliança, que ia ser derramado por muitos para o perdão dos pecados". (Cf. Mt 26, 28)

Velas
Sobre o altar vão duas velas. A chama da vela é o símbolo da fé, que recebemos de Jesus, "Luz do Mundo", no Batismo e na Crisma. É um sinal de que a Missa só tem sentido para quem vive a fé.

Flores
Em dias festivos, podem-se colocar flores. O certo não é "sobre" o altar, mas ao lado dele, pois o altar não é para pôr "coisas".


CORES LITÚRGICAS

Branca
Natal, Páscoa, Missas de Nossa Senhora, Confessores, Viúvas, Virgens (Alegria);

Vermelha
Domingo de Ramos, Sexta-Feira Santa, Santos Mártires e Pentecostes (Fogo e Sangue);

Verde
Domingos do Tempo Comum (Esperança);

Roxa
Advento, Quaresma e Missa de defuntos (Penitência);

Rosa
3º Domingo do Advento e 4º Domingo da Quaresma.

Fonte:
     Pe. João de Deus Góis.

   
 
 
 
 
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